Death anxiety

Amigos, é verdade: estou morrendo.
Um sentimento de morte súbida tem me acometido há mais ou menos uma semana. Sinto que a qualquer momento algo terrível vai acontecer comigo, na rua, dentro de casa, no escritório.
Como a morte é certa, gostaria que vcs decidissem quem vai ficar com as minhas roupas, meus cds, meus livros.
Peço que me telefonem para nos falarmos pela última vez.
Tenho certeza que morrerei uma morte pacífica e feliz. Não se preocupem, pois do além contatarei vcs para dizer o que existe do outro lado.
Agora que comuniquei a todos no meu blog, sinto que estou pronta.
Agora, falando sério, estou com uma gripe latente que vai me pegar de jeito. Já não estou conseguindo funcionar, o corpo todo dói, dor no olho, acho que realmente estou morrendo, meu corpo já começou a apodrecer.
E foi no meio deste delírio febril que ontem tive mais uns dos meu pesadelos. Vcs não sabem do naipe dos meus pesadelos. São verdadeiros filmes de horror, completos, com efeitos especiais e até trilha sonora!!
Lembro que no sonho estava nadando na piscina com minha irmã mais nova, quando ela tinha uns 10 anos. Estávamos brincando de pegar bolinhas submersas. Até que vejo um pezinho de criança, pensei "que pezinho bonitinho, a criança deve ter uns 5 anos" até que reparei que era um pé mutilado. Depois disso, muito sangue, crianças berrando, mutilações, até criança literalmente moída (à la Fargo, assistiram?)
Acordei absolutamente horrorizada, não sei se com o sonho, ou com a percepção de que minha cabeça não está boa. Estou com medo de mim mesma. Aliás, não quero dormir nunca mais. Pra não ter pesadelo de novo.
Acho que vou ao psiquiatra...
Cut the kids in half Cut the kids in half Cut the kids in half
Radiohead, Morning Bell
Escrito por dan_top às 13h21
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I'm so NOT over G-strings
Calcinha fio dental sai da moda Alex Kuczynski Em Nova York
No final da tarde da última terça-feira, Mark Peress, co-proprietário da Lingerie & Co. no Upper East Side de Manhattan, ponderava com um cliente sobre o destino da calcinha fio dental.
"Claro que há a fio dental", disse Peress, colocando um punhado delas sobre o balcão de vidro. "Mas agora também há estas", disse ele, empilhando uma variedade de calcinhas.
Havia biquínis, shorts e tangas feitas de macio tecido acetinado. Havia tangas com cortes maiores, short rendado, cuecas, shorts masculinos listrados e um modelo complicado que Peress chama de híbrido de short e fio dental.
A variedade é atordoante, os tecidos diversos e a mensagem é clara: roupas íntimas mais modestas estão começando a tomar o lugar da calcinha fio dental, o totem picante da sexualidade feminina antes exibido pelas celebridades e cantado no rádio.
Adam Lippes, fundador da linha de lingerie Adam+Eve, disse que o motivo é simples: fadiga do fio dental.
"O fio dental foi ficando cada vez mais minúsculo, e as mulheres se cansaram dele", disse ele. "E elas se cansaram e enjoaram de verem as calcinhas aparecendo no alto dos jeans das celebridades. É repulsivo. Eu acho que passou dos limites e era hora de um basta."
A calcinha fio dental saturou a cultura popular americana desde o final dos anos 90. A princípio, novos tecidos colantes e modas conscientes do corpo exigiam roupas íntimas que impedissem marcas visíveis da calcinha. E assim foi introduzida a calcinha fio dental, importada do mundo da dança exótica.
A calcinha fio dental, com tiras usadas acima do quadril, exposta pelos jeans de cintura baixa e agasalhos Juicy Couture, se tornaram ícones públicos. Sisqo recitou a respeito em sua "Thong Song". A Abercrombie & Fitch lançou uma linha de calcinhas fio dental para meninas de 10 anos com frases como "Wink Wink" (pisca pisca) e "Eye Candy" (doce para os olhos).
Assim como Madonna tornou o sutiã um acessório público nos anos 80, Lewinsky, Britney Spears e Paris Hilton transformaram as calcinhas em uma peça de vestuário provocativa para exibição pública.
A calcinha fio dental se tornou uma pedra de toque cultural, o próprio símbolo da provocação. Ela se destacou no momento em que revistas masculinas como Maxim e FHM, com suas fotos de mulheres trajando roupas íntimas, mas nunca totalmente nuas, ocupavam o espaço da antiga Playboy, com suas modelos plenamente nuas; no momento em que o amor adolescente era celebrado com uma ligação livre, uma forma de conexão física sem o fardo da intimidade.
Lewinsky exibiu sua calcinha para iniciar um caso que não apresentou sexo real, pelo menos segundo a definição de uma das partes. Britney Spears, a celebridade talvez mais associada à calcinha, adotou o paradoxo virgem/sedutora com grande precisão. O público podia olhar, mas nunca tocar. A calcinha era um convite, não uma promessa.
Mas a calcinha fio dental como mera roupa de baixo pode ter atingido seu ponto máximo. Apesar da demanda continuar alta, as vendas da calcinha fio dental se estabilizaram, disse Marshal Cohen, analista chefe de vestuário do NPD Group, uma firma de pesquisa de mercado de Port Washington, Nova York.
"Durante o período de crescimento, todos estavam formando seu guarda-roupa de calcinhas fio dental, então tudo o que compravam eram calcinhas, calcinhas e mais calcinhas", disse ele, acrescentando que nos últimos quatro anos, as vendas de calcinhas cresceram 8% ao ano.
E, apesar de a calcinha fio dental ainda representar 24% do marcado anual de US$ 2,5 bilhões roupas íntimas femininas, disse Cohen, ela não está mais crescendo. "Atingiu seu pico", disse ele.
Há muitos motivos. A calcinha fio dental atingiu seu nível de conforto junto aos consumidores, à medida que mulheres que foram corajosas o suficiente para experimentar as calcinhas fio dental por um ano ou dois, acordaram da hipnose delirante de consumo que geralmente acompanha as tendências populares e perceberam que, bem, elas ficavam horríveis nelas.
Os estilistas de roupas íntimas também introduziram novos estilos, como a calcinha short, com aberturas que abraçam a parte inferior das nádegas e descem pelas pernas mais do que as calcinhas tradicionais das mulheres. E a calcinha short pode ser feita de materiais com microfibras extremamente finas que, em combinação com um arremate rendado, quase elimina a ameaça da marca da calcinha.
"A calcinha short realmente se distancia bastante da fio dental", disse Cohen.
Outros varejistas relatam que a calcinha fio dental ainda é um item bastante popular. "A calcinha fio dental está viva e bem na Bloomingdale's", disse Kal Ruttenstein, diretor de moda da loja de departamentos. "Mas as calcinhas mais clássicas e shorts estão surpreendentemente vendendo muito bem."
Talvez o apelo e popularidade resistentes da calcinha fio dental estejam em sua utilidade, e não na sensualidade, disse Deborah Lloyd, vice-presidente executiva de design da Banana Republic.
"Toda mulher vai precisar de uma calcinha fio dental para certas roupas, e é exatamente isto o que tem acontecido com ela", disse Lloyd. "Ela se tornou uma peça com função, não uma peça sensual. Algo para resolver o problema das marcas de calcinha."
"A campeã de vendas sempre foi a calcinha clássica e depois a fio dental", disse Lloyd. "Mas então surgiu a short e dividiu as vendas da fio dental." As consumidoras queriam um aspecto mais alegre, esportivo, algo que até mesmo pudessem usar para circular dentro de casa.
"Não dá para andar dentro casa vestindo uma calcinha fio dental", disse Lloyd. "Não mesmo." Parte da queda da predominância da fio dental pode estar no simples fato de ter perdido a novidade, uma noitada cujo charme bruto se perdeu na luz fria e corporativa da manhã.
Talvez as mulheres estejam cansadas de se parecerem com strippers e agora queiram parecer mais como debutantes. Helen Fisher, autora de "Why We Love: The Nature and Chemistry of Romantic Love" (Por que amamos: a natureza e química do amor romântico, editora Henry Holt), disse que a atração humana está baseada em mistério e novidade, e a calcinha fio dental não é mais misteriosa nem novidade.
"Mudar de revelador para menos revelador pode ser novo e excitante, e isso provavelmente acontecerá com a calcinha fio dental", disse ela. "Menos revelador, mais contido, pode agora ser visto como mais erótico."
O vestuário está mais livre e mais fácil. E a mudança externa claramente influencia o que se veste por baixo, disse Colette L. Wong, professora do Instituto de Tecnologia da Moda que ensina história das roupas íntimas.
"Tudo costumava ser colado à pele, contornar o corpo, feito de (tecido elástico) spandex, e agora tudo está se afastando do corpo", disse Wong. "Se você está usando uma calça com drapeado suave que é folgada e solta, você pode não querer usar uma calcinha fio dental. Uma short seria perfeita, ou algo ainda mais folgado.
Gente, então estou fora da moda, porque eu só gosto de usar calcinha fio dental. Isto porque é o único modelo que não marca sob a roupa, já tentei estas calcinhas-short mas fica tudo marcado!
Ah, e tô fora de calcinha grande, tipo vó. Calcinha tem que ser pequena. Não?
Escrito por dan_top às 20h08
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